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domingo, 26 de abril de 2015

Burberry Acoustic Playlist - saudades do UK




Apesar de eu ter feito uma playlist no Spotify com muitas das músicas que eu passei bastante tempo escutando enquanto eu estava vivendo no UK, eu nunca me canso de escutar essa playlist da Burberry.

Minha playlist está super desorganizada e eclética demais, já que meu único critério para adicionar as músicas era "ouvi muitas vezes e me lembra algum bom momento". Portanto vou deixar para compartilhá-la quando ela estiver mais organizada. Hehe

Mas voltando à playlist da Burberry, eu descobri por coincidência vendo um comercial no youtube em julho do ano passado, se não me engano. Comecei a ouvir sem parar e a me apaixonar por vários artistas que tocam alguma música para ela, como The Crookes, Misty Miller e Absynthe Minded.

Pena que como as gravações são feitas com exclusividade para Burberry, muitas das músicas eu não encontro no Spotify, ou encontro mas em uma versão diferente.

De qualquer forma, como eu gosto muito e estou saudosa esses dias, vou compartilhar aqui. Aliás, por mais incrível que isso me pareça, até hoje recebo e-mails e mensagens no Facebook com perguntas sobre o intercâmbio, o blog e etc! Muito amor! :)

Beijos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"E aí? Valeu a pena?"

Essa é a pergunto que eu mais tenho escutado desde que cheguei em casa no dia 22 de agosto. A resposta, que talvez seja óbvia para alguns mas não tão obvia para outros, com certeza não deixaria de ser claro que valeu!!!

Já que é assim, nada mais justo do que falar um pouco sobre isso, principalmente porque muita gente que também estuda medicina no Brasil sempre veio falar comigo sobre participar ou não do CsF e, obviamente, essas conversas se tornaram bem mais frequentes agora que eu já concluí o intercâmbio. Obviamente, tudo que eu falo aqui é a minha opinião sobre a minha experiência e talvez sirva de alguma coisa para a galera da medicina que sempre vem conversar comigo sobre isso cheio de dúvidas na cabeça. Aliás, tem um post sobre essa questão da medicina e o CsF logo do início de tudo e você pode conferir aqui.

No geral eu posso dizer que esse intercâmbio teve muitos pontos positivos e, como tudo nessa vida, alguns pontos que poderiam ter sido melhores. Eu digo 'ter sido melhor' porque na minha vida eu tento sempre ver que nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser, o que sempre me faz aprender e crescer como pessoa. Ou seja, mesmo as coisas que não me agradam tanto me fazem pensar que eu posso aprender algo com elas (principalmente aprender a lidar com elas) e no fim de tudo, vale a pena a experiência. Pode parecer besteira para alguns, mas para mim faz a vida ser mais leve e é uma questão de personalidade e de espiritualidade e faz todo o sentido para mim.

Eu virei a página da língua inglesa na minha vida. Eu também já falei sobre isso em alguns outros posts, mas não me canso de pensar o quanto isso valeu a pena para mim. Valeu a pena por causa do PSE. Valeu a pena porque eu tive aulas, estudei, escrevi trabalhos, apresentei trabalhos, fiz provas e tive relacionamentos profissionais (além dos pessoais) em inglês na área científica. Eu me sinto muito feliz por pegar qualquer texto e qualquer livro e simplesmente ler na mesma velocidade que eu leio em português (claro que eu busco por palavras que não conheço, pois assim continuo aprendendo e isso é normal em qualquer segunda língua). Isso tudo sem contar todas as coisas que eu tive que superar, lidar e fazer sozinha em inglês. Valeu a pena porque eu sempre fui bastante independente, resolvida e decidida e não houve barreira linguística alguma que me fizesse deixar de ser como eu sou, então eu me considero bastante realizada neste sentido. Desde o primeiro atendente de aeroporto que falava em inglês com sotaque alemão que foi minha primeira dificuldade de comunicação até eu poder fazer qualquer coisa em qualquer lugar sem sentir dificuldade alguma com a língua, muita coisa mudou e foi muito positivo para mim!

Eu aprendi muita coisa nesses exatos um ano e dois meses que estive morando fora de casa. Agreguei bastante à minha bagagem acadêmica, tanto pelas matérias cursadas durante o ano letivo, com coisas que eu já havia estudado e com coisas novas, quanto pela experiência do summer project. Eu não vou me repetir e você pode conferir sobre essas duas experiências, explicadinhas com bastante detalhes, nos links com posts recentes em que já falei sobre elas. :)

É obvio que teria sido muito mais proveitoso se eu tivesse cursado matérias exclusivas do ciclo clínico da faculdade de medicina na Uni of Dundee (momento pelo qual estou passando aqui no meu quarto ano na UERJ) e esse é um ponto que poderia ter feito da experiência algo mais interessante academicamente. Mas eu também já conversei aqui sobre a burocracia que envolve estar em uma faculdade de medicina no exterior (da mesma forma acontece com estudantes que vem estudar no Brasil). Confesso que invejei um pouquinho o pessoal que estudou medicina em Budapeste pelo CsF, mas isso não fez da minha experiência nem um pouco menor ou pior, pelo menos para mim. Considero que eu fiz o que pude fazer e tentei tirar o melhor disso tudo!

Detalhe: não sei ao certo a quantas anda isso, mas aqueles países que aceitavam estudantes de medicina estudando nas faculdades de medicina deles não farão mais isso a partir do próximo edital. Parece que o último que aceitou isso foi o da galera que partiu agora em agosto de 2014. Isso foi o que meus colegas me disseram e eu não tenho certeza, mas para quem só se interessaria nessas condições, vale a pena dar uma checada. :)

Claro que como parte de um intercâmbio, foi muito bom ter tido a oportunidade de conhecer lugares diferentes, alguns que eu sempre quis estar, outros que eu nem imaginava que conheceria tão cedo. Isso porque conhecer um lugar novo significa também conhecer um pouco da história do povo, da cultura e da forma de ver o mundo das pessoas que estão lá e eu acho que perceber isso e tirar um pouquinho de cada canto para minha vida me fez crescer bastante. Eu tive a oportunidade de viajar duas vezes nas férias de um mês durante o inverno (6 dias na Irlanda e outros 12 dias na Inglaterra), uma vez na Easter break (um recesso de Páscoa bem maior do que estamos acostumados, o meu foi de um 40 dias, do qual eu usei 21 para conhecer Amsterdam, Berlim, Roma e Barcelona) e uma vez no verão (foram duas semanas de recesso do meu summer project, que durou 3 meses, usadas para conhecer alguns lugares na Polônia, outros na Croácia, Praga e Budapeste), fora todos os lugares que fui conhecendo na Escócia ao longo do ano, porque tudo era relativamente perto (para quem tem como referência o Brasil, qualquer coisa é muito perto!) e um fim de semana sempre foi bastante tempo. Administrando bem o dinheiro que recebemos e usando um pouco dos recessos que temos dá para conhecer bastante coisa e aprender muito com isso tudo! :)

Eu conheci muita gente diferente, de vários lugares diferentes e foi muito bom morar em Dundee nesse sentido. Isso porque a Uni of Dundee recebe muitos estudantes internacionais, então conheci gente de tudo quanto é canto! O tempo que estive no laboratório então foi muito sensacional nesse sentido! Além da faculdade, tive a oportunidade de conhecer pessoas em atividades diversas, desde a academia até as viagens que fiz, e esses contatos agregaram muita coisa boa em minha vida. Todas essas pessoas e também meus momentos de independência/solidão (não no sentido negativo da palavra, mas no sentido de "agora é só com você") me ensinaram muito, muito mesmo, sobre a vida, principalmente as minhas flatmates. Porque nada como dividir o mesmo espaço para aprender a dividir o mesmo espaço e [tentar] ser mais agradável e fazer desse espaço mais harmonioso. Meninas, vocês foram essenciais para mim!

Eu também aprendi com todas essas pessoas (desde a pessoa de um hostel aleatório que me contou a história de vida dela até pessoas que eu via todos os dias) a ver muitas coisas por ângulos diferentes, eu mudei hábitos, eu aprendi a experimentar mais e a viver mais com todas elas. Eu também aprendi muito a dividir, a ser mais calma e paciente, a ser mais solidária e aceitar a solidariedade gratuita e fofa dos outros (acredite, a vida parece mais simples agora), a ouvir mais (apesar de já ouvir bastate... acho que vou virar um orelhão daqui a pouco). Eu também consegui, não sei como mas consegui, a relaxar e ser menos paranóica, apesar de continuar organizada. Isso sempre foi uma coisa que me deixava doente da vida, porque eu sempre tive dificuldade de mudar o modo como eu faço as coisas no meio do caminho e, se eu começava de um jeito parecia que eu tinha que terminar daquele jeito. Isso sempre foi muito ruim, porque eu me via em situações que parecia que não daria para voltar atrás e hoje em dia eu vejo que as coisas não precisam ser assim.

Além disso tudo, esse tempo fora me fez ver que algumas coisas são mais importantes que outras nessa vida. Eu aprendi, por exemplo, a não dar mais tanto valor às coisas materiais porque, na boa, não interessa a ninguém mais além de mim mesma se eu vou usar a mesma roupa ou sapato duzentas vezes se eu to feliz assim, não me interessa mais a opinião alheia nesse sentido. Além disso, reforcei muito para mim mesma a idéia de não julgar vida alheia, porque eu não quero que julguem a minha.

Por fim, esse tempo fora me fez dar muito mais valor às pessoas que eu amo e que me amam, que gostam de mim do jeito que eu sou sem tirar nem por, em particular a minha família e o meu namorado, mas também os meus amigos. Ficar longe de todos eles, por pouco tempo ou por muito tempo, dependendo de quem eu esteja falando, me fez valorizar mais ainda o amor deles que eles tem por mim e que eu tenho por eles. Vocês são meu tudo e o que importa de verdade!

Então valeu muito a pena, pessoal!





quinta-feira, 3 de julho de 2014

Passagem e malas de volta para o Brasil: dor de cabeça!

Olá pessoal!

Eu sei que faz muito tempo que não posto aqui!
Muita coisa mudou na minha vida e eu acabei deixando o blog de lado disso tudo. Isso não vem ao caso agora, mas o que importa mesmo é o que eu quero compartilhar com aqueles que já leram muita coisa por aqui (e com aqueles que talvez comecem a ler agora) uma coisa que tem me descabelando nesses últimos dias: regras de bagagem para voos com origem no Reino Unido e destino Brasil.

Quando você compra um voo internacional do Brasil para Europa (e muitos outros destinos) a regra é clara sobre bagagem: 2 bagagens despachadas de 32kg para todo mundo, mais uma bagagem de mão (que varia entre 8kg, 10kg e 12 kg, dependendo da companhia).

Porém, quando você é um abençoado como eu, que não pode usar seu voo de retorno para Brasil porque a data de volta é depois de um ano da data de vinda, tudo muda por causa disso. O ministério da saúde (eu, no caso) adverte: sua cabeça pode até doer na hora de comprar um voo, como a minha está doendo agora!

Detalhe: os bilhetes de retorno tem validade de um ano, incluindo possíveis remarcações e isso já foi falado aqui, por isso estou comprando o voo de volta agora!

Então vamos ao que interessa! Procurando voos de volta para o Brasil, constatei duas coisas pouco bacanas e não facilitadoras da minha vidinha: cada companhia faz como bem entender com as regras de bagagem despachadas e de mão (seguindo algumas regras de voos internacionais básicas, claro) e também faz o que quiser com o preço das passagens, obviamente. Para tentar achar um bom preço, com duas malas despachadas, sendo com return ou não, eu pesquisei nas seguintes companhias aéreas: Condor, Emirates, Alitalia, Iberia, Air France, KLM, British Airways, TAP, Lufthansa, Delta e TAM. Eu também pesquisei os preços saindo de London, Edinburgh, Glasgow Manchester para tentar achar o melhor custo benefício.

Sobre os preços dos voos, algumas tem preços fixos por trecho. Por exemplo, você quer só ida, pague apenas o preço da ida, aquele mesmo que apareceria se fosse ida e volta para cada trecho só que apenas usando um dos trechos (o de ida!). Nessas companhias, se você quer ida e volta, pague os dois trechos e seja feliz.

Outras companhias, que fazem parte das corporações do mau que querem te extorquir a todo custo, fazem o seguinte: 'quer ida e volta, olhe nossa preço camarada! Poxa, quer só ida? Nosso preço então será duas vezes mais caro que sua possível ida e volta!'. Entenderam? Elas meio que te obrigam a pagar uma ida e volta mais cara (pois os trechos separados nessa ida e volta são baratos), ao invés de você comprar apenas o trecho que te interessa, já que ele custa mais que todos os seus órgãos sendo vendidos no mercado negro, quando comprado separadamente.

Então a dica amiga é: a Condor é a única abençoada que eu achei que vende o preço isolado amigável e muito parecido com o preço isolado de cada trecho com return! A Emirates também não aumenta muito o preço de one-way para cada trecho com return, porém ainda assim, one-way continua sendo mais caro do que cada trecho dos tickets comprados com return. Já a TAP faz one-way mais barato do que o total dos voos com return, porém algo em torno de 20% mais barato no total. Apesar dessa palhaçada toda, A Iberia, a Delta tem preços de ida e volta bem bacanas e, dependendo da data, British Airways, KLM, Alitalia e Emirates também.

Detalhe: exemplo numérico sobre o que eu estou falando da Emirates: voo de ida com taxas custaria £600, voo de ida e volta com taxas custaria £800 (ou seja, £400/trecho). Eu inclusive vi return em todos os meses até o último possível e a variação é mais ou menos a mesma.

Claro que se fosse fácil assim eu já teria comprado a passagem, né? Só que não é. Além de pesar o custo do voo, eu também preciso saber se a companhia me permite despachar uma ou duas malas sem taxas extras e também se essas malas são de 23kg ou 32kg, afinal fica meio difícil voltar com apenas uma mala para quem está fora por mais de um ano. Não adianta muito pagar super barato em uma passagem e acabar pagando mais pela bagagem, por isso estou arrancando os cabelos para tentar achar um meio termo no preço final!

Por conta disso acabei procurando as regras de bagagens para voos saindo da Europa com destino Brasil e vou postar isso aqui para dar uma ajuda para os que também estão tão perdidos quanto eu estava até então.

Detalhe muito importante: eu estou há uns três dias lendo essas coisas, então estou um pouco cansada. Não se baseie apenas nessas informações para comprar seu voo e SEMPRE confira a regra de bagagem para seu voo especificamente! Essas coisas podem mudar e a única forma de reclamar depois é com a informação oficial que está no site da companhia aérea! Além disso eu sou humana e posso me confundir, ao passo que as companhias são do mal e deixam tudo lá no site bem bonitinho para você não reclamar depois. Hahaha. Ou seja, se assegure do que você está fazendo sempre!

Para as companhias que eu pesquisei, fazendo o Europa -> Brasil, as regras básicas de peso e quantidade de bagagens para classe econômica são (cheque sempre as dimensões porque também tem pegadinha nisso):

Atenção: antes que um abençoada comente 'mas eu comprei pela companhia X e posso usar 2 bagagens despachadas de 32 kg cada + bagagem de mão e você está falando que não é assim...', a regra muda de acordo com a origem do primeiro voo!!! Ou seja voo 1 sendo Brasil -> Europa e return Europa -> Brasil pode não ser a mesma coisa que voo 1 Europa -> Brasil com return Brasil -> Europa para muitas companhias!!!

Emirates: 2 malas despachadas de 32 kg + bagagem de mão

Alitalia: 2 malas despachadas de 23 kg + bagagem de mão

Condor: 1 mala despachada de 23 kg + bagagem de mão
             Mala extra: 20 kg: €99,99 30 dias antes on-line; €109,99 no aeroporto
                               15 kg: €89,99 30 dias antes on- line; €99,99 no aeroporto

Iberia: 1 mala despachada de 23 kg + bagagem de mão
           Mala extra: €80,00 antes on-line; €100,00 no aeroporto

Air France: 1 mala despachada de 23 kg + bagagem de mão
                  Mala extra: U$ 100,00

KLM: 1 mala despachada de 23 kg + bagagem de mão
          Mala extra: €80,00 antes on-line; €100,00 no aeroporto

British Airways: 2 malas despachadas de 32 kg + bagagem de mão

TAP: 2 malas despachadas de 32 kg + bagagem de mão

Lufthansa: 1 mala despachada de 23 kg + bagagem de mão
                Mala extra: €75,00 23kg até 158 cm de comprimento; €175,00 23kg com 159 cm ou                   mais.

Delta airlines: 2 malas despachadas de 23 kg + bagagem de mão
                       Mala extra: €75,00

Além dessa questão da mala, para quem for sair do Reino Unido para o Brasil, é sempre bom tentar todos os aeroportos, sendo os principais os de London, Manchester, Glasgow e Edinburgh, seguindo está ordem tem termos de "melhores ofertas".

Espero ter ajudado de alguma forma com esse post! Para mim ficou bem mais fácil decidir alguma coisa depois de ter organizado todas essas informações. :)

Detalhe: para quem tiver a oportunidade, os voos são infinitamente mais baratos durante as meia estações (de setembro a novembro e de fevereiro a abril).

Tenho muita coisa boa para contar e logo logo volto para contar tudo sobre meu Summer project!

Beijos e até mais!