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terça-feira, 30 de junho de 2015

Throwback Scotland: 2 years already! - 2nd part

Oi oi!!

Dando continuidade a sequência de posts sobre Edimburgo, hoje vou contar um pouco sobre a minha experiência com o Ano novo em Edimburgo, o famoso Hogmanay! :)


Sobre o Hogmanay

Essa foi uma das coisas mais lindas e emocionantes que me aconteceu na Escócia, simplesmente porque tudo fica mais lindo e mágico no ano novo! Apesar de ser muito frio, o evento vale muito a pena.

Todo ano o site do Hogmanay (confere aqui o último) atualiza as informações do evento, que possui mini eventos distribuídos em mais ou menos três dias de festa. Pelo que eu vi, os eventos costumam mudar um pouco a cada ano, mas os principais se mantém os mesmos sempre. No ano em que eu fui (2013/2014), eu comprei tickets para:

Torchlight procession, que é muito, muito legal mesmo! Na verdade foi o que eu mais gostei. É basicamente uma procissão super tradicional (pelo que eu entendi, desde os vikings isso acontece, num ritual antigo) com tochas de fogo. Sim, eu fiz uma procissão com uma tocha de fogo! Hahaha. Tudo é super organizado, basta chegar no horário, entrar nas filas para receber as tochas e depois ir andando. A procissão atravessa a cidade chegando até a topo do Calton Hill, que fica lindamente iluminado, além da fogueirona ao lado dele. Na virada do dia 30 para o dia 31 de dezembro, quando a procissão acaba, existe uma queima de fogos por trás do Calton Hill, com umas luzes coloridas mara e música acompanhando! Foi demais! Eu quase congelei os pés naquela terra molhada, mas foi demais!

Todas as fotos são do Davi! Já deu pra perceber que eu fico preguiçosa com fotos quando estou com ele. Hehe










Candlelit concert na St Gile's Cathedral já no dia 31/12 foi uma atividade mais tranquila, havia um público um pouco mais velho, mas eu achei muito lindo! Foi um concerto de música clássica dentro da St Giles (uma igreja bem famosa no meio da old town), com o ambiente ainda natalino. Foi muito bonito e emocionante! :)

Essa é a St Giles! 





Street Party, na virada, em que várias ruas da old town são fechadas, com alguns palcos com bandas se apresentando em locais diferentes. Com este evento, é possível ver a queima de fogos que sai por trás do castelo mais de perto, bem como a queima de fogos do Calton Hill (eu escolhi a primeira opção!) de modo mais confortável em relação a quem não comprou ingressos.





Telão com a contagem regressiva!



Os fogos que também estavam acontecendo no Calton Hill






Durante o dia eu não fiz muita coisa, porque choveu muito e estava bem frio, além de eu já ter visto as principais coisas da cidade antes disso.

Detalhe sobre o Hogmanay: se programe com meses de antecedência, porque as hospedagens ficam as mais caras do ano e simplesmente ACABAM! Além disso, os próprios tickets do evento costumam acabar. Fica complicado comer em qualquer lugar, então é sempre bom ter uma segunda opcção. Por fim, a festa de rua acaba cedo e as pessoas ficam bebendo e dançando na rua depois da virada. Se você pensa em uma balada, pub ou um restaurante depois disso, apenas com reserva antecipada.

Outro detalhe, porém estranho: eu estava super-hiper-mega empolgada com o Hogmanay, porque pelo que eu tinha pesquisado, o reveillon em Edimburgo é um dos mais animados e bonitos da Europa! Todos os outros lugares pareciam meio desanimados e realmente várias pessoas de diferentes lugares me confirmaram isso depois. Porém o fato de o Hogmanay ser o mais badalado, longo (3 dias de festa!), animado, colorido e blá blá blá, quem está acostumado com 20-30 minutos de queima de fogos sincronizados com música em Copacabana se decepciona um pouco. Obviamente que o contexto todo foi mara demais, eu amei! Mas a virada em si teve 5 minutos de queima de fogos e foi isso. Depois só tinha gente bêbada na rua mesmo. Eu acabei gostando mais do dia 30 do que do dia 31 em si.

Acho que para quem quer conhecer um coisa diferente, vale muito a pena! Porém, acho melhor não criar muitas expectativas e ir de coração aberto para curtir algo totalmente diferente do que estamos acostumados. :)

Abraços!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

E depois dizem que 13 dá azar!

Olá pessoas!

Já é quase ano novo e nem acredito que vou dizer isso, mas é verdade: esse é o último post do ano de 2013! Por causa disso eu estou um pouco reflexiva.

Eu já passei por muitas coisas boas nessa vida, muitas alegrias, fiz muitos amigos, conquistei coisas importantes pelas quais batalhei e aprendi muito com tudo isso, mas nada se compara ao que foi esse ano de 2013!

Boa parte do ano girou em torno de 'como manejar as situações para que tudo desse certo', pois desde que decidi me inscrever no CSF tive que mudar algumas coisas, principalmente em relação à minha faculdade. Além disso, acho que nunca estudei e aprendi tanto na faculdade, nunca gostei tanto do que eu faço e nunca vi o tempo passar tão rápido desde que entrei na UERJ. Depois do resultado positivo e da offer da Uni of Dundee então, nunca vi o tempo voar tanto!

Depois da offer, além da rotina da própria faculdade, eu estava ansiosa e resolvendo mil coisas para que tudo desse certo em relação à minha vinda para Escócia e quando eu fechei e abri meus olhos, estava no aeroporto me despedindo da minha família, amigos, namorado...

Depois cheguei aqui sozinha, tudo diferente, pessoas diferentes, todo dia aprendendo coisas novas. Mais do que isso, o tempo estudando inglês foi maravilhoso para mim! De lá para cá, fiz tão bons colegas e amigos, alguns dos quais já tive até que me despedir neste final de ano, infelizmente. Aliás, acho que essa é umas das únicas partes tristes de fazer intercâmbio: tantas despedidas! Temos que nos despedir de pessoas e de lugares maravilhosos, assim como desapegar de várias coisas que não teremos mais no nosso retorno, e isso as vezes é mais triste do que eu já imaginei que pudesse ser...

Finalmente, passei pelo meu primeiro semestre cursando Neuroscience na University of Dundee e aprendi demais! Tive que ler e entender algumas coisas um pouco desinteressantes para mim, afinal, não estou fazendo exatamente o meu curso aqui e tive que abrir mão por um ano de uma das coisas que mais gosto dessa vida: ouvir, entender, examinar e orientar pessoas. Acho que nunca serei tão feliz quanto no dia em que eu puder fazer isso com a plenitude que um médico pode fazer.

Por outro lado, todo o conhecimento de farmacologia e fisiologia que adquiri aqui, de forma muuuito mais aprofundada do que aprendi na minha faculdade (afinal o meu curso aqui é bem 'científico' e voltado para pesquisa) me fez entender melhor várias coisas que eu 'passei batido' quando estudei no Brasil, ou que mesmo não tive acesso lá. Além disso, foi muito importante neste semestre para mim ter tido contato com materiais de laboratório tão avançados e ter aprofundado de forma prática meus conhecimentos de estatística e análise de dados. Acho que vai facilitar bastante minha vida no futuro, principalmente em relação às possibilidades do que fazer após terminar a faculdade.

Finalmente, a diferença nos métodos de ensino (e consequentemente de avaliação), bem como a diferença da estrutura que a Universidade aqui me oferece, me fizeram aprender outras formas de estudar, pesquisar, entender e produzir. Em especial, foi muito bom ter aprendido a escrever tão melhor em inglês e ter praticado tantas vezes com todos os reports e essays que eu tive que fazer.

Por último, tem sido maravilhoso poder administrar o meu dinheiro de modo que eu possa realizar algumas coisas que eu não sei bem quando realizaria por minha própria conta, como as viagens que pude fazer. Conhecer pessoas tão diferentes, hábitos e culturas tem sido maravilhoso e tem me feito aprender a respeitar muito mais as pessoas e os ambientes do que eu já respeitava antes. Tenho observado e aprendido muito, cada dia mais!

Detalhe: engraçado como as as pessoas são preconceituosas. Por diversas vezes eu escutei ou li pessoas criticando o programa CSF e os estudantes que dele participam. Sim o programa merece críticas, assim como muitas coisas nessa vida, mas isso não quer dizer que generalizar de forma negativa o que os alunos que estão fora estão fazendo da vida seja uma boa idéia. Sempre que generalizamos pessoas de forma negativa corremos o risco de ofender alguém, porque é impossível que tanta gente reunida esteja fazendo besteira. Ontem mesmo eu estava ouvido o grupo de brasileiros (que quando estão em outro país falando português acham que ninguém nunca vai entender) criticando os alunos do CSF que, segundo eles, "estão torrando o nosso dinheiro no exterior"... Isso me deixou mal humorada por alguns minutos, mas depois pensei "não vou estragar este momento tão bom (que depois eu conto porque!) por causa de gente assim". 

As pessoas não concordam com as políticas e decisões do nosso governo e ficam culpando as pessoas favorecidas por essas políticas. E o pior, falando besteiras e fazendo generalizações pobres de espírito. Se o problema é a quantia de dinheiro investido que poderia ser investido de outra forma, ou seja, a política do programa, por favor, não critiquem os alunos que estão neste momento usando o intercâmbio para aprender, mas que também tem férias, feriados e finais de semana para fazerem o que desejarem com o dinheiro que recebem. Administrar o dinheiro que recebo cabe a mim mesma. Por outro lado, ser um cidadão mais ativo que pode sim influenciar as políticas de governo e a forma como o dinheiro público é investido, isso as pessoas não querem fazer, porque é mais fácil apontar o dedo para quem está, de alguma forma, sendo beneficiado por essas políticas do que fazer alguma coisa mais útil.

Eu sempre falo isso: desde o meu primeiro verão de férias na faculdade eu faço Iniciação Científica (IC) no Brasil, sendo que parei apenas um mês antes de vir para cá; na maior parte do tempo tive bolsa de IC, mas também trabalhei bastante de graça; eu sempre usei minha bolsa para pagar meus gastos de lazer e de comidas extras na faculdade que não o almoço e sempre deixei para pedir para minha mãe apenas o dinheiro necessário para as coisas básicas da minha vida acadêmica ou coisas que eu pudesse pagar e que ela pudesse ajudar; além disso, usei esse dinheiro para fazer algumas viagens da faculdade, comprar algumas coisas e tudo que eu quisesse, pois o dinheiro era meu, mas também era uma bolsa vinda do governo. Por que então agora eu tenho que ouvir tantas críticas negativas sobre estar recebendo uma bolsa do governo e gastá-la também para o meu lazer? Gastar o que sobra do dinheiro que recebo para sair e viajar, comprar o que eu quiser e também economizar, me faz uma má pessoa se eu também estou aqui cumprindo as minhas obrigações como fazia quando recebia bolsa durante a faculdade no Brasil? 

Mas voltando ao tema deste post, esse foi um ano maravilhoso para mim e sem dúvidas o melhor pelos quais já passei! Eu sempre achei que quando um ano se passava ele havia sido melhor do que o anterior, seja por um motivo pequeno, seja por um motivo enorme.

O fato é que esse ano de 2013 tem tantos motivos para ser o melhor de todos que já passei que eu só consigo pensar que, seguindo minha lógica de 'melhoria continua' (como diria minha mãezinha) dos anos que se passam, eu acredito que 2014 será simplesmente maravilhoso! :)

Espero que o 2013 dos leitores do blog também tenha sido muito bom e tenho certeza que para mim, para vocês e para todos que gostamos, 2014 será melhor ainda!

Feliz ano, bonitos!